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Palavra Operária
Palavra Operária Nº 061 Nacional
15 anos do Plano Real
Segunda parte: O aprofundamento da ofensiva neoliberal e sua crise Por Leandro Ventura, Rio de Janeiro
Nenhuma farsa de reforma política, nem saídas cosméticas para preservar a democracia dos ricos.
Pela imediata dissolução do Senado! Por Thiago Flamé Não vai ser com medidas cosméticas e em pacto com as oligarquias e os políticos burgueses que essa situação vai ser modificada. É o movimento de trabalhadores que deve encabeçar a luta por uma democracia mais ampla, que permita colocar em discussão as questões mais sentidas pelo conjunto da população, como o problema histórico da terra, a falta de moradias, de saúde e educação, o desemprego e os baixos salários. Por isso, nesse momento de crise política, os sindicatos devem lutar pela punição a todos os corruptos – o que evidentemente não vai acontecer via CPIs – e a Conlutas deve incluir na pauta de suas mobilizações e campanhas salariais a luta pela dissolução do Senado, essa instituição aristocrática onde estão representados os setores mais conservadores e reacionários da burguesia e a luta por uma câmara única, com uma representação realmente proporcional de toda a população nacional, onde o voto de um fluminense ou de um paulista tenha o mesmo peso que o voto de um sergipano, por exemplo. Uma câmara onde nenhum deputado ganhe mais do que um operário qualificado e onde os mandatos possam ser revogados a qualquer momento.
SARNEY:
Crise na democracia dos ricos Por Thiago Flamé As acusações que pesam contra Sarney são múltiplas e variadas. não é só o apoio do PMDB e do PT, assim como do presidente Lula, o que tem garantido a força do coronel maranhense na presidência do Senado. A oposição burguesa, do PSDB e DEM (ex. PFL), que está à frente das denúncias, não vai levá-las até as últimas conseqüências. Isto é, ele conhece e está envolvido em todos os podres de todos os principais políticos do país, que têm muito a temer de Sarney. Internacional
HONDURAS
Com a ajuda dos Estados Unidos e a OEA os golpistas seguem no poder Por Claudia Cinatti, PTS No passado 30 de julho, enquanto Manoel Zelaya se reunia com o embaixador norte-americano Hugo Llorens em Managua, a polícia e o exército reprimiam brutalmente uma manifestação em Tegucigalpa. Esta repressão, que segundo o chefe da polícia tinha por objetivo “defender a economia nacional afetada pelos bloqueios de estradas”, deixou como saldo um morto e centenas de feridos e detidos. Nos últimos dias, a ditadura cívico-militar só tem recrudescido ainda mais suas medidas repressivas.
A POLÍTICA DE CHÁVEZ E A REAÇÃO INTERNA
Mais uma vez sobre a questão dos “meios de comunicação” na Venezuela Por Milton D’Leon, JIR No sábado, 01/08, o governo anunciou que 32 emissoras de rádio e duas de televisão regional da Venezuela cessariam suas transmissões, quando a Comissão Nacional de Telecomunicações (Conatel) anulou suas concessões de uso alegando motivos "administrativos". A medida foi decretada em meio a um processo de revisão das concessões de 240 emissoras do país que, segundo o governo, busca democratizar os espaços de radiodifusão, enquanto que, a direita afirma que esta política “busca calar as vozes dissidentes do governo".
COLÔMBIA
As sete bases da dominação Por Thiago de Sá Em meio a crise, golpe em honduras, o governo ultra-direitista de Álvaro Uribe da Colômbia está em negociação com Obama para permitir que sete bases colombianas sejam ocupadas e utilizadas pelas forças armadas norte-americanas. O sucesso deste plano vai significar um aumento da opressão militar e estratégica do imperialismo sobre todos os países sul-americanos e do Caribe, onde seu insuperável arsenal bélico será usado ainda mais como meio de pressão.
CORÉIA DO SUL
Duros combates dos operários das automotrizes Por Alejandra Ríos, FT-Europa Na madrugada de 4/08 ocorreu uma brutal repressão, que durou até a tarde, contra os trabalhadores, quando 2.500 policiais invadiram a fábrica ocupada pelos operários. Este ataque se dá após uma semana em que os operários sofreram bloqueio total, quase sem acesso à comida e água, nem assistência médica aos feridos. Nas paredes, lê-se: “Se não querem falar conosco, lhes convém matar-nos todos!” Universidade
MOVIMENTO ESTUDANTIL
A tragédia do Congresso da UNE e a luta pela construção de um novo Movimento estudantil. Por Rafael Borges Entre os dias 15 e 19 de julho foi realizado, em Brasília, o 51° Congresso Nacional da UNE. Como já era esperado, longe de ser um evento com espaços democráticos onde os estudantes pudessem refletir, debater e responder aos problemas da educação brasileira e as conseqüências nefastas que a crise capitalista trará para vida dos milhões de jovens brasileiros, assim como a corrupção endêmica que mostra toda a podridão dessa democracia dos ricos, o Congresso da UNE se mostrou mais uma vez como um espaço em que a burocracia estudantil, em especial a do PC do B, se utiliza para avançar na propaganda e implementação da reforma universitária privatista do Governo Lula.
Depois da Greve da USP:
Avançar na democratização da universidade com um programa independente da burocracia, das reformas superficiais e dos interesses eleitorais O semestre letivo ainda não foi reiniciado, mas a disputa em torno da sucessão da reitora Suely Vilela prossegue: os nomes dos possíveis candidatos foram apresentados como se nada tivesse acontecido. Distintos setores da camarilha universitária também começam a apresentar propostas cosméticas para tentar desviar a grande crise aberta na USP desde a greve/ocupação da reitoria em 2007 e da recente greve. Entre os estudantes algumas propostas também surgem como alternativa. Ideologia
IDEOLOGIA
Trotsky e a Quarta Internacional O importante escritor Victor Serge afirmava que a própria idéia de uma nova internacional de trabalhadores era ainda prematura; via que o fracasso da Segunda e da Terceira Internacional era mais fruto da impossibilidade orgânica da classe operária de se libertar das amarras da burguesia do que decorrência da luta de classes. Se considerarmos válidas suas idéias, a Quarta Internacional não teria nenhum significado para a história da classe operária. Pão e Rosas
Corpos femininos, mais uma mercadoria no capitalismo
Por Babi Dellatorre , Diana Assunção , Livia Barbosa |
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Contato: ler-qi@ler-qi.org |
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